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terça-feira, 26 de julho de 2011

SEEDUC continua atacando a greve da rede estadual

             Sem conseguir dar uma explicação para a sociedade do Rio de Janeiro sobre o porque o segundo estado mais rico da federação paga R$ 765 para os professores e R$ 435 para os funcionários das escolas estaduais e se encontra na penúltima colocação do IDEB, a SEEDUC continua publicando notas estapafúrdias em seu site. Uma vez, o secretário Risolia disse que a greve non estado tinha 1% de adesão e que 542 profissionais estavam realmente fazendo a paralisação. Depois, acusou o Sepe de "obrigar" os alunos a boicotarem o Saerj. Agora, o governodo estado quer jogar a culpa nos profissionais pelo não encerramento do período letivo dos alunos do EJA. Segundo nota no site da SEEDUC, a greve nas escolas estaduais seria a responsável pelo fato dos alunos não poderem efetuar suas matrículas agora.

             Mas o que o governo não assume é que, muito mais prejudicial do que a greve nas escolas, cujo principal responsável pela deflagração é ele mesmo, que não negocia, nem cumpre suas promessas de valorização da educação,  é o fato de dezenas de milhares de alunos continuarem sem professores de disciplinas fundamentais e as escolas se encontrarem numa situação de penúria por falta de investimentos.

          Hoje, por mais que Risolia e Cabral tentem disfaçar, os baixos salários fazem com que muitos professores recém-concursados abandonem a rede em busca de melhores condições de trabalho nas redes federal e municipais. O descaso deste governo com a educação pública é tão grande que, na véspera de completar 50 dias de paralisação, as autoridades estaduais ignorem as reivindicações da categoria e continuam se recusando a negociar.  Mas os profissionais vão continuar lutando para desmascarar estes falsos argumentos das autoridades estaduais e mostrar que a nossa greve, além de lutar por reajuste de salário, também luta pela melhoria do ensino público estadual e que o descaso do governo com a educação atinge em igual proporção, não só o EJA, mas todos os segmentos e modalidades de ensino oferecidos em nosso estado.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Denúncias contra Cabral têm destaque na Imprensa

             A edição do Jornal o Globo de hoje (dia 19) dá grande destaque a denúncias contra o governador Sérgio Cabral que, desde a queda do helicóptero de um empresário na Bahia, tem ocupado espaço nos jornais e na mídia em geral com denúncias de suas ligações com empreiteiras e empresários e de má gestão das verbas em setores prioritários para o bem estar da população, como a Educação e a Saúde.

            As denúncias aumentaram desde o domingo, quando jornal deu destaque a denúncias sobre os contratos para a instalação das UPAS, um dos trunfos eleitorais do governador na campanha para sua reeleição: na edição de hoje, o jornal diz que o Tribunal de Contas da União vai investigar o porquê dos módulos metálicos comprados para a instalação das UPAS são mais caros do que obras de alvenaria. Já o Tribunal de Contas do Estado, segundo a reportagem, quer saber a respeito dos incentivos fiscais concedideos à Metalúrgica Valença, que ganhou em 2009 a maioria dos contratos para fornecer os modulos metálicos. De 2009 para cá, segundo a matéria, a empresa já faturou cerca de R$ 173 milhões no Estado do Rio de Janeiro. Segundo a denúncia, as duas empresas pertecem a um empresário amigo do vice-governador Luiz Fernando Pezão.



             Terceirizados administrativos  na rede estadual custam ao Estado quase o triplo do que é pago aos concursados

             Ainda na edição desta terça-feira, o Globo e o Extra denunciam que os 13 mil funcionários administrativos terceirizados que trabalham na rede estadual custam o equivalente a R$ 1,3 mil, cada um. Ou seja, o Estado paga quase o triplo para as empresas responsáveis pela terceirização de serventes, merendeiras, inspetores e porteiros, do que recebem os funcionários concursados da rede estadual, R$ 435.

            O presidente da Comissão de Educação e Cultura da Alerj, deputado Comte Bittencourt dise vai entrar com uma representação no Ministério Público Estadual contra o estado pela falta de concursos públicos para os trablahadors de apoio. Na mesma matéria, o Sepe reafirmou a posição do sindicato de que todas as contratações para a rede estadual  sejam feitas por meio de concurso público.

Fonte: SEPE/RJ