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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Nota oficial sobre a hora-aula dos professores estaduais

Fonte: SEPE/RJ

A direção do Sepe esclarece que:

1 - o estudo comparativo das horas-aula pagas aos professores é de autoria e responsabilidade da direção do sindicato e não do Dieese. A subseção do Dieese que funciona no Sepe elabora uma série de estudos para o sindicato, mas não elaborou especificamente a parte citada pelo Jornal O Dia hoje.

2 - A Direção do Sepe reafirma as contas apresentadas. Veja quadro acima com a metodologia utilizada para calcular o valor da Hora-aula do professor do Estado;

3 - A conta apresentada pela SEEDUC está equivocada pois considera que a carga horária mensal do professor é de 64 tempos (a SEEDUC esquece que os meses não tem exatas quatro semanas!). O cáculo correto é considerar quatro semanas e meia para fins de cálculo.

4 - A realidade comprova que as contas do SEPE estão corretas. Considerando um professor que trabalhe segunda e quarta feira e divida sua carga horária igualmente entre os dois dias, veremos que este professor ministrou ou ministrará o seguinte número de aulas por mês:

Março: 72 tempos.

Abril: 64 tempos.

maio: 72 tempos.

Junho: 72 tempos.

Agosto: 80 tempos.

Setembro: 64 tempos.

Outubro: 72 tempos.

Novembro: 72 tempos.


Obs. situações semelhantes ocorreriam caso escolhessemos quaisquer dias da semana ou se dividíssemos a carga horária em três dias semanais. Ou seja, mais uma vez a SEEDUC manipula os números para esconder os baixíssimos salários pagos aos profissionais da educação! Por fim, como o estudo é comparativo, caso adotássemos a metodologia empregada pela SEEDUC e aplicássemos às demais redes, o resultado comparativo seria o mesmo!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Governo responderá até o dia 15 de julho às principais reivindicações salariais

             Em audiência realizada ontem (22), o governo do Estado se comprometeu a responder até o dia 15 de julho se atenderá ou não às principais reivindicações salariais da categoria: reajuste salarial de 26%, descongelamento do plano de carreira dos funcionários administrativos e antecipação das parcelas da incorporação do Nova Escola. A audiência contou com a presença da direção do SEPE, dos secretários de Planejamento e de Educação, além de deputados estaduais. O Sindicato procurou mostrar a justiça e a viabilidade destas propostas apresentando dados da receita estadual e comparações salariais com outras redes públicas. O governo estadual teve que admitir que o salário dos profissionais da educação é baixo, mas não se mostrou disposto a apresentar uma proposta concreta na reunião, remetendo ao prazo de 15 de julho.

             Ainda na audiência, ficou acertado que o reajuste da GLP será pago com o salário de Junho e que um novo lote de enquadramento por formação virá com o salário de julho. Neste lote, segundo os secretários, estarão incluidos os professores 40 horas que aguardam ansiosamente por este direito.

            Sobre as escolas compartilhadas que estão ameaçadas de fechamento, o secretário de educação informou que nada ocorrerá até o final de julho, quando os relatórios das equipes que estão visitando as escolas devem estar finalizados. Informou ainda que não haverá junção de turmas e que os problemas de segurança serão considerados no momento de definir as mudanças. Solicitamos que, antes de qualquer transferência ou mudança, o secretário receba uma comissão de profissionais destas escolas em conjunto com a direção do SEPE, proposta que foi aceita pelo secretário Risolia.

             Por fim, o Secretário de Educação solicitou que o sindicato suspendesse o boicote ao SAERJ. A direção do SEPE informou que esta é uma decisão soberana da assembléia da categoria e que somos contrários a qualquer avaliação externa, meritocrática e vinculada a remunerações variáveis. Acreditamos na avaliação mediadora e diagnóstica e não em medidas classificatórias e discriminadoras como o Plano de Metas.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Professores da rede estadual do Rio tem o pior piso salarial bruto do país

             RIO - Professora de ciências da rede estadual há cerca de dois anos, Monique Lisboa, de 28 anos, só sobrevive da sua profissão porque passa quase o dia todo em sala de aula. Ela está entre os 25 mil docentes que ganham o piso salarial da categoria: R$ 765,66 brutos por 16 horas semanais, o equivalente a menos de 1,5 salário-mínimo. 
Esses profissionais representam 30% de um total de 78 mil, segundo levantamento obtido pelo GLOBO. Apesar de o piso do Rio ser o pior entre os 27 estados do país, os fluminenses aparecem em 13 lugar quando levado em conta o pagamento da hora/aula: R$ 10,88.
         - Ninguém consegue viver só com o salário da rede estadual. O valor líquido, que sobra na nossa mão, é de pouco mais de R$ 600. A gente se desdobra para ter um rendimento razoável: para ganhar cerca de R$ 3 mil por mês, eu tenho que dar aulas em dobro na rede municipal do Rio, de manhã e à tarde. À noite, leciono no estado. Estou pensando em fazer concurso para outra área - desabafa Monique, formada em biologia.
Ninguém consegue viver só com o salário da rede estadual (Monique Lisboa)
             Apesar de a situação do Rio ser crítica, o levantamento obtido pelo GLOBO com base nos salários - sem gratificações - pagos em fevereiro deste ano mostra que a hora/aula é ainda pior em outros estados. Na base da pirâmide está o Rio Grande do Sul, com R$ 862,80 por 40 horas. Ou seja, R$ 4,90 por hora. No lado oposto, está o Maranhão, com R$ 1.631 por 20 horas: R$ 18,53 por hora.
             A comparação entre salário e rendimento traz surpresas. Apesar de o Maranhão ter o valor mais alto de hora/aula no piso, o estado figurou na lista do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), no ensino médio, apenas na 18 posição. São levados em conta provas de português e matemática e porcentagem de aprovação na elaboração do índice.
A partir de julho, piso subirá para R$ 800
             Já o Rio Grande do Sul, pior no ranking do valor da hora/aula, ficou em quarto lugar no último Ideb de ensino médio. O Paraná foi o melhor colocado e paga no piso uma hora/aula abaixo do Rio: R$ 8,80. Os fluminenses amargaram o 26 lugar no Ideb, só à frente do Piauí.
             A discussão salarial é antiga no estado e continua acirrada. O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) convocou uma greve no dia 7 de junho, ainda sem data para terminar. O governo estadual vem se mexendo e acena com mudanças na carga horária base, que hoje é de 16 horas. A partir de julho, segundo a Secretaria de Educação, o piso já passará R$ 800,11, com a incorporação de uma parcela do antigo programa de gratificação Nova Escola aos vencimentos. Os profissionais que ganham os salários mais baixos são os aprovados em concursos nos últimos três anos, que ainda estão em período de estágio probatório.
Queremos o aluno com o professor mais tempo na escola (Wilson Risolia)
             - A discussão salarial está sendo tratada junto com a revisão da carga horária. Os estudos estão sendo finalizados e as ações programadas para o segundo semestre. Queremos o aluno com o professor mais tempo na escola - afirma o secretário de Educação, Wilson Risolia, acrescentando que este ano já foram investidos R$ 546 milhões em benefícios.

Fonte: Jornal O GLobo

Cartaz de Calendário da greve

             O Sepe disponibilizou no site o cartaz calendário da greve. O sindicato orienta os profissionais de educação a imprimir e colarem nas unidades e locais de concentração.

Fonte: SEPE/RJ

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Carta do SEPE aos diretores e fotos da passeata nas ruas do Rio de Janeiro

Clique aqui e tenha acesso a carta.

Veja fotos de professores na passeata pelas ruas do Rio de Janeiro.


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sem acordo, professores da rede estadual do Rio mantêm greve

          RIO - Depois de um encontro com o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, na noite desta quinta-feira (9), os líderes do movimento grevista dos professores estaduais do Rio de Janeiro decidiram continuar a paralisação, iniciada na terça-feira (7), por tempo indeterminado. Os docentes apresentaram as principais pautas de reivindicações, mas não houve acordo com o governo, segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe).
         Já a Secretaria estadual de Educação, informou por meio da assessoria que já houve avanço na negociação com os grevistas. A secretaria disse ainda que informações recebidas de escolas de todo o Estado dão conta que apenas 2% dos docentes aderiram à greve. De acordo com o Sepe, 70% dos profissionais de educação estão fora da sala de aula.
          Os educadores reivindicam reajuste de 26% sobre o salário atual, que é de R$ 765,66. Eles também querem a incorporação imediata de gratificação por cumprimento de metas e o descongelamento do plano de carreira, entre outras medidas.
          A próxima assembleia da rede estadual será realizada na terça-feira (14), no Clube Municipal. Neste encontro, a categoria vai decidir os rumos da greve.